domingo, 12 de outubro de 2008

Mensagem Cigana


A pátria do cigano é a sua língua (romaní) e seu continente a extensão da memória dos ancestrais.
A história dos ciganos é repassada pela oralidade.
A arte de contar histórias e fabular é valorizada e, muitas vezes, a narrativaa ssume uma versão fictícia.
A origem dos ciganos, provavelmente a Índia, não é um elemento de preocupação para os ciganos, para eles o ir e vir é a possibilidade do encontro e não importa de onde ou para onde.
O romaní é uma língua falada.
Não há dicionários ou certezas quanto àgrafia.
A música também é transmitida pelo ouvido, pois, não há a prática denotação, e influenciou compositores consagrados como Brahms e Litsz.

A Musica e a Dança na Cultura Cigana

Na música, os ciganos extravasam toda sua alegria, todo seu sentimento.
Na dança, comungam com a natureza.
Ciganas, para facilitar a interação Terra/Céu, dançam descalços.
Há uma variedade de danças: do lenço, do punhal, da fogueira etc.
O que se pode verificar, porém, é que a cigana, embora tenha movimentos aparentemente sensuais,ela é pudica, e jamais veremos além de seus tornozelos nos seus rodopios e meneios.
Para evitar acidentes durante o bailado e coreografias,as ciganas usam sobre-saias até em número de sete.
Daí, ciganas estereotipadas como as das novelas e filmes nada têm a ver com a realidade.
Na dança, o cigano procura desenvolver uma relação telúrica,conectar-se com a natureza e deixar fluir para a superfície física do ser,todos os sentimentos mais íntimos.
Assim, nota-se perfeitamente o sinal de êxtase de uma cigana ao rodopiar e fazer seus movimentos gentis, ao sacudir seu pandeiroou ao som do atrito das castanholas.
Para o cigano, dançar é celebrar a vida, a existência e se ligar a Deus.

Curiosidades sobre alguns Ciganos

Cientista Shack August Steenberg Krogh Dinamarquês Cigano(Rom) Ganhador doPrémio Nobel da Medicina em 1920.
Resumo
A Medicina é composta por inúmeros nomes que ajudaram a desenvolver umemaranhado de conhecimentos que hoje são muito difundidos.
Shack AugustSteenberg Krogh é certamente parte dessa evolução pela qual a Medicina passou nas ultimas décadas.
Médico e Fisiologista dinamarquês Cigano, ao concluir o curso de Medicina, interessou-se pelo estudo da respiração e dos movimentos sangüíneos.
Em 1920, após anos de pesquisa, descobriu o mecanismo que regula o movimento dos capilares sangüíneos e suas trocas gasosas,proporcionando respostas a grandes dúvidas existentes na época, e que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Medicina daquele ano.
Krogh fez toda a sua formaçãoe trabalhos na Dinamarca, onde faleceu em 1949, respeitado e admirado como grande fisiologista e pesquisador, e deixando inúmeros outros trabalhos que colaboraram para o crescimento e desenvolvimento da prática médica no séculoXX.
pesq/Internet

Rons e Sintos de 1940, são homenageados por Gunter Demnig


Em 1993, Demnig teve a idéia de homenagear as mil pessoas das etnias dos sintos e rons que haviam sido deportadas a partir de Colônia em apenas um dia.
Com o tempo, o artista fixou placas em metal com a inscrição "1940: 1000 Rons e Sintos”, em vários pontos, marcando o caminho das casas das vítimas até o bairro de Deutz, em Colônia.
Uma senhora que passou por ele uma vez disse-lhe que naquela parte da cidade nunca haviam vivido sintos ou rons. Aí ficou claro para Demnig: tanto as pessoas dessas etnias como judeus, vítimas da perseguição nazista, haviam se integrado de tal forma na sociedade local que a vizinhança não se apercebera das suas origens.
Até Hitler subir ao poder na Alemanha, em 1933, a etnia de uns e as crenças de outros não haviam importado.
E aí ficou claro para Demnig: Auschwitz e os outros campos de concentração eram o destino das vítimas.
Mas o início desse fim estava ali, aos olhos de todos, às suas portas, nas suas casas.
“É no caminho diário de quem por aqui passa que se deve trazer à memória a tragédia que se viveu entre 1933 e 1945.
” Porque as calçadas das ruas ninguém pode contornar.
E lá estão elas, em tantas ruas, à frente de casas, ou lá onde antes havia casas, as pedrinhas de cor dourada, incorporadas no solo, marcam “aqui morou” alguém.
Curvar-se diante das vítimas
Já que, para ver a pedra e ler o que lá está escrito,
“é preciso curvar-se perante cada nome”. Gunter Demnig:
"As pedras são colocadas diante dos últimos locais onde as vítimas do Holocausto residiram por vontade própria".
Quem passa por elas não tropeça literalmente, como o nome faz pensar, mas se depara "com a memória e o coração", diz o artista plástico Gunter Demnig, o iniciador das pedras de tropeço, as Stolpersteine.
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Romaní: língua esquecida na Europa

Em toda a Europa, vivem aproximadamente 12 milhões de pessoas da etnia rom,200 mil deles na Alemanha.
Mesmo assim, pouco se sabe no continente sobreeles, quanto menos sobre seu idioma.
Há poucos povos ou etnias no mundo ocidental que são, via de regra, vistos apartir de tantos preconceitos e clichês com os ciganos: a discrepância entreinformações reais e um suposto saber sobre a etnia rom, por exemplo, é incalculável.
A discussão começa já na nomenclatura: eles têm que serdenominados rom ou podem ser simplesmente chamados de ciganos?
E, nestecontexto, quem são os sintos?
Tudo fica ainda mais complicado quando o assunto é o idioma falado por eles:o romaní, que, apesar do nome, não pertence ao grupo das línguas romanas,como o português, francês, italiano, espanhol e romeno.
O romaní é um idiomamuito antigo, que genealogicamente pertence à família indo-germânica, dizKurt Holl, da ROM, uma associação sediada em Colônia, que auxilia refugiadosrom a conseguir permissões de permanência e trabalho na Alemanha, além deservir, ao mesmo tempo, de centro cultural e de documentação sobre a etnia.
"O romaní deriva, na verdade, do sânscrito.
Somente a partir da língua é quese chegou à constatação, hoje já legitimada cientificamente, de que os romnão são uma minoria européia, mas vêm da Índia e, em função de longas caminhadas e expulsões, acabaram chegando na Europa", diz Holl.
pesq:Internet

Romaní Palavras: grãos que se perdem

Estar sempre mudando de um país a outro,tem sido o destino dos rom durante séculos.
Nos locais aonde chegavam,o processo de adaptação acabava exigindo também mudanças idiomáticas, conta Jovan Nikolic escritor rom.
Na fuga das tribos rom da Índia,muitos vocábulos foram perdidos.
E não tinha ninguém para ajuntá-los.
De todos os países onde viveram,assimilaram algo da língua local,de forma que foram sendo criados diversos dialetos,em torno de mais de cem.
Assim,este povo visto por todos os lados como hóspede,nunca conseguiram desenvolver uma versão padronizada da própria língua,nem nunca teveram uma instituição capaz de organizar uma gramática comum.
No entanto,como algumas características básicas do romani,apesar da diáspora e de toda espécie de adaptação,se mantiveram intactas,é possível haver uma compreensão entre representantes dos mais distintos dialetos,afirma o ator e jornalista rom,Nedjo Osman.
Tive a oportunidade de viajar muito como ator,estive na Europa,EUA e no México,encontrei rom em todos os lugares.
Falei romani com eles e pude ser compreendido.
Há muitos dialetos,mas, em princípio,é possível se fazer compreender sem maiores problemas.
Hoje,os rom não são mais um povo que muda freqüentemente, nem que vai de um lugar para o outro como se estivesse em fuga.
Muitos já se tornaram,há tempos,sedentários e o número daqueles que estudam regularmente e finalizam a vida escolar com boas notas é cada vez maior.
A consciência da importância da cultura deste povo vem aumentando na Europa de hoje.
Em Paris e Bucareste,há cadeiras de Romani nas universidades e uma equipe de lingüistas se ocupa,de estabelecer uma gramática comum e um extenso dicionário do idioma.
Quem hoje,como Nedjo Osman,escreve em romani,reformula também o mundo dos rom,escrevo poemas em romani há 20 anos,quando procuro determinada palavra num dialeto e não a encontro,parto para o próximo.
O que importa é que as palavras sejam parte do repertório da linguagem dos rom.
Isso é o que mais importa,até termos uma gramática e dicionário padronizados,conclui Osman.
pesq: Internet

"Rei dos Ciganos" Lenda ou Fatos......


Em 1883 Gregory Kwiek declarou-se “Rei dos ciganos”na Polônia.Em 1886,abdicou em favor do filho, que em 1928,tornou-se Miguel II,que foi coroado em Varsóvia,em 1930.
Porém,o irmão Basil disputou-lhe o trono e um terceiro irmão,Matthew, voltou de Espanha para arbitrar a questão,escolhendo Basil e indicando Rudolf chanceler.
Os irmãos Basil e Rudolf conspiraram para expulsar Miguel.
Em 1934,Miguel,após participar do Congresso Cigano na Romênia,voltou e foi confirmado rei em Lodz,mas temendo vingança,fugiu para Tchecoslováquia,não mais se ouviu falar dele novamente. Matthew foi assassinado em 1935 e Basil reinou,sem contestação,até que Rudolf transferiu seu apoio para outro irmão Janusz que,em julho de 1937foi coroado Janusz I“rei dos ciganos”em grande estilo no estádio de Varsóvia,sob os olhos de 15mil ciganos.Rudolf tinha,neste ínterim,renunciado o direito ao trono,tendo retribuição um posto de influência no gabinete.
Os parentes foram agraciados com cargos.
Ele se proclamou rei dos ciganos da Hungria,Espanha, Alemanha, Bulgária, Iugoslávia e Polônia.
Planejava ir a Genebra pleitear um país para seu povo.
Não conseguiu quorum entre seus membros para tal empreitada.
Então,Kwiek demitiu o gabinete e o senado,e banqueteou com amigos, que lhe confirmaram o status “real”.
Lendas ou Fatos.
Esses chefes(kapo ou Baro,ou voivoda na Europa central)são únicas autoridades políticas.
Embora a referências a reis ciganos,não existe nem nunca existiu organização geral ou internacional.
Os grupos são autônomos.
Os voivodas,condes ou reis cujos túmulos marcaram o caminho da grande migração medieval,eram apenas chefes de grupo como os Baro.
Eles governam assistidos pelo conselho,em cujas decisões comuns a mulher velha(phuri daj)tem grande influência,sendo consultada antes e depois de qualquer decisão importante.
Existe um livro muito bom,escrito por J.B.D’Oliveira China,"Os ciganos do Brasil".
pesq:Imternet